José Majojo e Francisco Moçambique, marinheiros das rotas atlânticas: notas sobre a reconstituição de trajetórias da era da abolição

05/06/2011 21:34

Este artigo pretende-se um exercício de reconstituição de trajetórias de vida da era da abolição, a partir dos casos dos africanos José Majojo e Francisco Moçambique, marinheiros escravos do navio Dois de Fevereiro na rota Rio de Janeiro-Benguela, que foram emancipados e enviados para Trinidad depois que o navio foi apreendido pela Marinha Real britânica em 1841. Além de discutir a documentação gerada pela campanha de repressão ao tráfico de escravos empreendida pela Grã-Bretanha e outras fontes pertinentes, o artigo situa os dois personagens nos contextos conhecidos da história do Atlântico na era da abolição e propõe contextos novos, que, por sua vez, são iluminados pelas trajetórias desses africanos.

Artigo publicado na Topói (2010). Baixar texto completo

África no Brasil: Mapa de uma área em expansão

10/02/2011 22:17

Este artigo traça os contornos de uma nova área da historiografia brasileira, dedicada ao estudo da diáspora africana no Brasil. Nascida nos debates e pesquisas sobre o tráfico de escravos e a escravidão, a área hoje guarda suas próprias questões teórico-metodológicas, na busca dos historiadores por apreender a experiência própria dos africanos através do Atlântico e na sociedade escravista brasileira. O artigo discute as soluções dadas pelos historiadores para o desafio de definir a identidade africana no Brasil e apresenta algumas publicações recentes sobre os temas de trabalho, práticas culturais, resistência, religião e trajetórias individuais na diáspora.

Artigo publicado na Topói (2005). Baixar texto completo

Do que ‘o preto mina’ é capaz: etnia e resistência entre africanos livres

10/02/2011 22:17

Artigo segue a trajetória de um grupo de africanos livres que na Bahia e no Rio de Janeiro agiu de forma articulada pelo reconhecimento do direito à emancipação da tutela. Os africanos, vindos da África Ocidental, se identificavam como minas-nagô e usaram tanto a bagagem cultural quanto a reputação de guerreiros e insubordinados em seu favor ao resistir à opressão sob a qual estavam mantidos.

Publicado na revista Afro-Ásia (2001). Baixar texto completo